sexta-feira, abril 13, 2012

Discurso de formatura - 15 de março de 2012

No dia 15 de março tive a honra de ser convidado como paraninfo dos formandos de todas as turmas de Engenharia da UTFPR, campus Curitiba (Eletrônica, Elétrica, Automação, Construção Civil e Mecânica). Uma situação totalmente nova e inusitada, que reuniu no Auditório da UTFPR aqueles formandos que não quiseram participar dos eventos que seriam organizadas pelas respectivas comissões de formatura um mês depois. Segue-se o discurso.

***

Ilustríssima senhora Diretora de Graduação  e Educação profissional do campus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, professora doutora Denise Rauta Buiar, demais autoridades já nomeadas, queridos pais, familiares e amigos, prezadas senhoras, prezados senhores, caríssimos Engenheiros e Engenheiras recém-formados.

É sempre uma satisfação e uma grande honra ser escolhido paraninfo de uma turma de formandos. Dessa vez foi também uma grande surpresa, pois tenho a missão de discursar para os alunos de todos os cursos de Engenharia do Campus Curitiba. Espero estar à altura.

Quando me deparo com tantas especialidades da Engenharia, sempre me lembro de uma piadinha, meio de humor negro, de um amigo meu, Engenheiro Civil. Ele diz que não é preciso tanta confusão, pois afinal só existem duas Engenharias: a Engenharia Militar, que constrói as armas, e a Engenharia Civil, que constrói os alvos...

Falando um pouco mais a sério, o que separa uma Engenharia da outra é apenas a frequência de operação. Na Eletrônica a frequência é a maior possível, na faixa dos kHz, MHz, GHz. Na Eletrotécnica a frequência é padronizada: 60 Hz, com alguns harmônicos para lá e para cá. Na Mecânica, embora se meçam mais velocidades do que frequências, os fenômenos não parecem ocorrer com frequências superiores a algumas centenas de Hertz. E, na Engenharia Civil, a frequência ideal é zero. Se alguma coisa deve oscilar, que seja bem devagar! E finalmente temos a Engenharia de Automação, que foge um pouco a essa divisão. Afinal, a Automação é uma espécie de mutante transmorfo, composto por uma mistura de Eletrônica, Mecânica e Eletrotécnica, e opera em várias frequências diferentes.

Mas, se as Engenharias têm muitas diferenças entre si, os estudantes de Engenharia têm muito em comum, especialmente no início e no fim do curso. No início todos vocês estavam se batendo com as mesmas disciplinas (Cálculo, Álgebra, Geometria, Física). No fim, independente das disciplinas que estavam cursando, todos vocês só tinham em mente um único evento: a formatura.

Hoje em dia, para tornar a formatura mais concreta, vocês fazem contagens regressivas e postam vários comentários em redes sociais e blogs. No meu tempo de aluno não havia internet e eu escrevia um diário em papel mesmo. Quem ler meus diários da época de formando terá a impressão de que eu estava passando por uma grande tortura. Só para dar uma ideia, no último semestre havia uma disciplina chamada "Administração Financeira". O professor não era ruim, mas, 40 dias antes do fim do semestre, eu escrevi:

"Faltam 40 dias. Fui terrivelmente mal na prova de Administração (Financeira). Devo ter tirado menos de 3 e ficado em exame... Uma prova daquele tipo só pode ser bem feita por quem tenha experiência com o mercado financeiro, que não é o meu caso... É incompreensível que alguém pense que um Engenheiro, mesmo o mais idiota deles, deva saber fazer um fluxo de caixa, um balanço patrimonial ou todo o resto. Afinal, ninguém supõe que um Administrador deva saber como funciona um amplificador ou uma subestação."

Em minha defesa, devo dizer que não me lembro de fato de ter escrito essas linhas, mas elas estão lá, escritas com tinta, com essas mesmas palavras. E, só para encurtar a história, cinco anos depois eu estava na Copel, trabalhando com planejamento da expansão da geração, área que exige, dentre muitas outras coisas, o conhecimento de assuntos relacionados a Administração Financeira. Cabe uma nota: apesar das lamúrias, eu passei por média em Administração Financeira.

Os formandos têm mesmo esse costume de achar que são injustiçados e que deveriam ser aprovados automaticamente em todas as disciplinas. Outro costume, que não é só dos formandos, é acharem que o destino já está traçado, quando a realidade é muito longe disso. À frente de vocês se desdobra um enorme leque de possibilidades profissionais. O único problema é que a maior parte de tais possibilidades é desconhecida no momento.

Correndo o risco de me tornar aborrecido, vou contar uma historinha sobre o início da minha vida profissional.

Um dos meus objetivos depois da formatura era entrar no LAC, o Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento, que hoje se chama LACTEC. Sabendo que na época o LAC fazia parte da Copel, imaginei que a maneira mais fácil de entrar no LAC era antes entrar na Copel. Depois de ter passado dois anos e meio na Engesp, uma pequena empresa de equipamentos médicos, e mais dois anos na Telepar, finalmente apareceu um concurso para a Copel. Fiz a inscrição, mas esqueci a calculadora e não passei no concurso. Seis meses depois apareceu outro concurso e daí eu passei.

Quando me chamaram para assumir, havia duas vagas. Uma delas era na Transmissão, com sede em Curitiba, mas exigia viagens constantes e, como eu já trabalhava no CEFET, como professor em regime parcial, não pude aceitar. A outra vaga era na Geração, na divisão de planejamento da expansão, com sede em Curitiba, exigia poucas viagens e era perfeita para mim.

Ao chegar lá, descobri que a tal divisão era bem pequena, com
apenas quatro Engenheiros, incluindo o gerente. Todos eles Engenheiros Civis. Para piorar, planejamento da expansão tem pouco a ver com Engenharia Civil, pouco a ver com Engenharia Elétrica, pouco a ver com Engenharia Mecânica, mas muito a ver com Engenharia de Planejamento, e eu não sabia nada daquilo. E eu comecei a pensar: "onde é que fui me meter?"

Mas acabei aprendendo alguma coisa e, depois de quase sete anos de Copel, pedi demissão para me dedicar mais ao Ensino e para atuar como consultor.

Desde então, algumas oportunidades só surgiram por causa do meu relacionamento com assuntos envolvendo planejamento, comercialização de energia e geração. E esse relacionamento só surgiu porque, uma vez, eu esqueci minha calculadora em casa e, outra, tive de recusar uma vaga na Transmissão. Do LAC, que hoje não faz mais parte da Copel, nunca cheguei nem perto.

Por causa daquela escolha, pude conhecer e trabalhar com Engenheiros Civis, Engenheiros Mecânicos, Engenheiros Agrônomos, Engenheiros Químicos, Engenheiros Eletrônicos, Engenheiros Cartógrafos, Engenheiros Florestais, Geólogos, Matemáticos, Físicos, Economistas, Contadores, Administradores, Meteorologistas, Estatísticos, Advogados, Psicólogos, Engenheiros da Computação, Engenheiros de Automação e até mesmo Engenheiros Elétricos.

Assim é a vida, e mesmo a vida profissional não pode ser planejada tão cartesianamente. De uma hora para outra você pode esquecer sua calculadora em algum lugar e uma bifurcação, uma encruzilhada, aparecerá no horizonte. Nesse caso, não se esqueça do conselho do famoso jogador de baseball norte-americano Yogi Berra: "quando você chegar a uma encruzilhada, siga em frente!". Não há nada de mágico nisso. Não é o Universo que está conspirando a seu favor. É física pura!

Paralelamente a isso tudo, estou aqui na UTFPR desde os 14 anos de idade (com um intervalo de um ano entre o curso Técnico e o curso de Engenharia e mais um intervalo de dois anos entre a formatura na Engenharia e o ingresso como professor). Já se vão 29 anos, 20 deles como professor da Engenharia. Talvez eu já tenha lecionado para mais de mil e duzentos alunos.

Mas muitos anos e muitos alunos ainda virão. E, quem sabe, em uma formatura futura, alguns de vocês possam estar aqui novamente, não como formandos, mas como pais, ou quem sabe como Diretores, Chefes de Departamento, Coordenadores de Curso, Professores Homenageados, Paraninfos, Patronos.

Afinal, a vida continua, mas não continua do mesmo jeito, pois, nesse jogo que estamos jogando, vocês apenas acabaram de mudar de nível. E, vocês sabem, cada vez que mudamos de nível, uma nova leva de zumbis, vampiros e lobisomens aparece pela frente. Mas tenho certeza que vocês acabarão com eles da mesma forma que acabaram com todos os bichos que apareceram durante o curso de Engenharia.

Obrigado por tudo. Vocês são ótimos. Vida longa e próspera!

quarta-feira, abril 04, 2012

A elevação do PLD em março e abril de 2012

No último post deste blog, escrito já mais tempo do que seria razoável, encerrei dizendo que 2012 deveria ser um ano de PLDs baixos ou médios. Então, na terceira semana de março o PLD do Sul e do SE/CO atingiu R$ 137,24/MWh e iniciou abril em R$ 186,13/MWh. Valores nem um pouco baixos ou médios e totalmente atípicos para essa época do ano.

Em minha defesa, devo declarar que a previsão de PLDs baixos ou médios era uma espécie de consenso do setor no início de 2012. Ainda no início de fevereiro último, por exemplo, as previsões do CPTEC e do INMET (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e Instituto Nacional de Meteorologia) eram de precipitações entre a média e abaixo da média histórica para fevereiro, março e abril, nas bacias do Jacuí e do Uruguai, enquanto as precipitações ficariam em torno das medias histórica nas demais bacias do SIN (Sistema Interligado Nacional) [1]. Contudo, o fim abrupto do fenômeno La Niña, sem transição até o momento para o El Niño, alterou a situação. No momento, a ENA (Energia Natural Afluente) do SE/CO está em 88% da MLT. Já no Sul a ENA é 29% e no Nordeste é 66%.



Por causa de tal quadro de afluências, o ONS autorizou o despacho de usinas térmicas por POCP (Procedimentos Operativos de Curto Prazo). Em abril serão despachados 5.454 MW médios no SE/CO, 1.444 MW médios no Sul e 889 MW médios no NE por POCP. Com tal providência, espera-se elevar ou ao menos preservar os níveis dos reservatórios do SE/CO, Sul e NE, que estão com valores baixos para essa época do ano: 78,4% no SE/CO, 33,6% no Sul e 82,6% no NE. O comportamento das ENAs nos próximos meses também dependerá em grande medida do retorno do El Niño, que poderá ocorrer entre maio e junho. Até lá, contrariando as previsões iniciais, os PLDs deverão continuar elevados.

[1] ONS. Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação - PMO de fevereiro, revisão 0, semana operativa de 28/01 a 03/02/2012.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

A revisão das Curvas de Aversão ao Risco

Na última terça-feira, 17 de janeiro, a ANEEL publicou sua decisão final sobre a revisão das Curvas de Aversão ao Risco (CARs) dos submercados Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste [1]. Os novos valores são válidos para o biênio 2012/2013 [2].

As CARs correspondem ao armazenamento mínimo a ser observado para cada submercado e têm dois efeitos sobre o sistema elétrico. Primeiro, quando o armazenamento em determinado submercado se torna inferior à respectiva CAR, todas as usinas térmicas deste submercado devem em princípio ser acionadas, o que eleva os Encargos do Serviço do Sistema (ESS), por causa do maior consumo de combustível. Segundo, as CARs são incorporadas no cálculo dos próprios PLDs. Assim, quando os armazenamentos se tornam próximos às respectivas CARs, mesmo sem atingi-las, os PLDs resultantes são maiores do que aqueles que seriam calculados sem as CARs

As CARs são calculadas para cada biênio e devem ser revistas anualmente pelo ONS até outubro de cada ano, podendo também ser revistas a qualquer momento. As CARs de 2012 já existiam, conforme mostra a figura abaixo (curvas tracejadas). A revisão do último dia 17 (curvas cheias) produziu as seguintes modificações: (1) para os submercados Nordeste e Sul, houve uma redução do armazenamento mínimo de janeiro a novembro e uma elevação em dezembro; (2) para o submercado SE/CO houve uma redução de janeiro a março e um aumento de abril a dezembro. Assim, tornou-se mais fácil garantir os armazenamentos mínimos no Nordeste e no Sul e um pouco mais difícil no SE/CO, embora não muito.

(clique para aumentar)

Desde que foram criadas, em 2001, a CAR menos problemática tem sido a do Sul, nunca atingida. A CAR do Nordeste quase foi atingida em outubro de 2010, fazendo com que os PLDs mensais do Norte e do Nordeste atingissem R$ 229 /MWh, enquanto os PLDs do Sul e do SE/CO mantiveram-se em R$ 138/MWh. Finalmente, a CAR do SE/CO foi atingida em janeiro de 2008, fazendo com que o PLD mensal atingisse aproximadamente R$ 500/MWh em todos os submercados.

A revisão das CARs é um dos três fatores que podem afetar o PLD em 2012. Os outros dois são: (1) a revisão do consumo de energia (carga) usado para calcular o PLD e; (2) a decisão do que fazer com algumas usinas da Bertin consideradas no modelo que calcula o PLD. Tais usinas, que deveriam ter entrado em operação em 2011, não devem acarretar problemas no fornecimento de energia, mas podem elevar o PLD se retiradas do modelo [3]. Apesar de tudo, 2012 deverá ser um ano de PLDs baixos ou médios.

[1] ANEEL aprova revisão das Curvas de Aversão ao Risco para biênio 2012/2013, http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/noticias/Output_Noticias.cfm?Identidade=5114&id_area=90
[2] CARs para 2012/2013, http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Curvas%202012.pdf
[3] Governo avalia exclusão de usinas da Bertin do sistema, http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/governo-avalia-exclusao-de-usinas-da-bertin-do-sistema

quinta-feira, janeiro 05, 2012

O ritmo das chuvas no Sudeste

Assunto onipresente nos noticiários brasileiros atuais são as enchentes em Minas Gerais e em outros estados do Sudeste. Junto com as chuvas voltam à cena os questionamentos sobre a necessidade de investimentos em prevenção e contenção de cheias, os quais se atenuarão exponencialmente a partir de março, extinguindo-se quase completamente por volta de julho. Todavia, o ritmo das chuvas na região Sudeste é tão conhecido que o Setor Elétrico, por exemplo, trabalha há muito tempo com os conceitos de "período seco" (de maio a novembro) e "período úmido" (de dezembro a abril).

O gráfico abaixo mostra o comportamento da "Energia Natural Afluente" (ENA), ou simplesmente "vazão afluente", para os cinco últimos anos do submercado Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO). Embora a ENA não represente toda a vazão em determinada região, mas apenas aquela parcela que entrou nos reservatórios das usinas hidrelétricas, já dá para se ter uma ideia muito boa do quadro geral das chuvas. A "Média de Longo Termo" (MLT) representa as vazões médias mensais calculadas para a série histórica de vazões, que contém dados desde 1931.


O gráfico deixa claro que os últimos quatro anos se encerraram com vazões acima da MLT. Para os consumidores de energia isso em geral é bom, pois significa que os reservatórios estão se enchendo, de modo que o período seco poderá ser enfrentado de maneira mais confortável, sem que muitas usinas termelétricas sejam acionadas. Para quem mora em áreas afetadas por enchentes, contudo, vazões acima da MLT não são notícia tão boa, como deixam claro as cenas de cidades alagadas e casas submersas. O detalhe é que tais cenas sairão dos noticiários à medida que as águas forem baixando e só retornarão por volta de dezembro próximo, dando a ilusão de que o problema fora resolvido em meados do ano.

E assim prossegue o ritmo das chuvas.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Cachorrinhos espancados e a falácia do espantalho

No último 14 de dezembro um vídeo foi publicado no YouTube, no qual uma moradora de Formosa (GO) espanca até a morte um cãozinho da raça Yorkshire, com auxílio de um balde. O vídeo teria sido filmado por uma vizinha da agressora e o ato teria sido presenciado pela filha desta.

Não assisti o vídeo e não sei se o assistirei. O processo judicial aberto contra a agressora, contudo, não deixa dúvidas de que o crime realmente ocorreu.

Algum tempo depois da avalanche de mensagens indignadas nas redes sociais, começou a aparecer, ao menos no facebook, um novo tipo de mensagem, que, apesar das suas várias versões, consistia basicamente de um único argumento: "enquanto você perdia tempo postando mensagens sobre cachorros espancados, muita coisa mais importante acontecia no Brasil e no mundo".

Tentar buscar racionalidade em redes sociais, em particular, e no ser humano, em geral, é quase uma perda de tempo, mas não custa lembrar que o argumento acima é altamente falacioso.

A falácia em questão, abundante no facebook, pelo que tenho visto, e certamente muito característica da maneira humana de pensar, é denominada falácia do espantalho. O "espantalho", aqui, não é um daqueles bonecos usados para espantar pássaros em plantações, mas um daqueles bonecos usados em treinamento de combate. O boneco representa o inimigo, mas é obviamente mais fácil de atacar (além de ser geralmente muito difícil conseguir voluntários vivos para serem esfaqueados e receberem tiros de soldados em treinamento).

A falácia do espantalho consiste, portanto, em caricaturizar um argumento com o objetivo de tornar mais fácil o ataque.

No caso presente, atacar os defensores dos animais, todos eles indignados e pedindo pena máxima à agressora do Yorkshire, bem como apoiar a agressora, seria muito difícil, pois mostraria uma falta de compaixão mal vista no mundo atual. Em vez de fazer isso, algumas pessoas optaram por caricaturizar a agressão ao cachorro, tentando ridicularizá-la frente a acontecimentos supostamente mais importantes.

Mas, como dizem, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

Sim, vereadores e deputados aumentando seus próprios salários em ano de crise econômica internacional são acontecimentos importantes, que merecem nossa atenção e indignação.

Sim, marginais que espancam e incendeiam moradores de rua merecem da mesma forma nossa indignação.

E, sim, o aumento da violência urbana é alarmante e merece toda nossa atenção.

Todavia, algo me diz que todos esses acontecimentos, incluindo o caso do Yorkshire, são apenas reflexos da mesma deficiência de formação do povo brasileiro. Afinal, em que país razoavelmente desenvolvido e civilizado um cachorro, e um dos menores cachorros existentes, seria espancado até à morte, frente às câmeras, sem causar algum tipo de indignação?

Precisamos aprender a separar fatos e argumentos e analisá-los corretamente, sob o risco de continuarmos a merecer os governantes que temos tido. Se é que as pessoas que deram um "compartilhar" no comentário falacioso estavam realmente interessadas no bem do país e não apenas em fazer uma gracinha frente a seus amigos.