segunda-feira, dezembro 28, 2015

John Von Neumann


Há 112 anos nascia John Von Neumann, matemático, físico e inventor húngaro, radicado nos Estados Unidos em 1938, pouco antes da anexação da Hungria pelos nazistas. Ele fez grandes contribuições em um grande número de campos, como matemática (análise funcional, topologia e teoria dos números), física (mecânica quântica, hidrodinâmica e mecânica dos fluidos), teoria dos jogos, computação (programação linear, máquinas auto replicantes, computação estocástica) e estatística. Ele foi também um dos membros do Projeto Manhattan, um dos primeiros membros do então recém-fundado Instituto de Estudos Avançados de Princeton e uma figura chave no desenvolvimento dos computadores digitais. Von Neumann era muito sociável, gostava de oferecer grandes festas e estava sempre muito bem trajado, mesmo quando, certa vez, teve de atravessar o Grande Canyon em uma mula e insistiu em usar um terno de três peças. Infelizmente, Von Neumann morreu muito jovem, aos 53 anos, vitimado provavelmente por um câncer de pâncreas. Especula-se que a doença tenha sido causada pela radiação emitida por dois testes nucleares realizados em 1946, após a segunda guerra, conhecidos como “Operation Crossroads”.

terça-feira, junho 23, 2015

Dissertação de Mestrado: "Pré-despacho hidrotérmico de potência ativa e reativa considerando gerenciamento de cargas"

Clique na figura abaixo para acessar a o Repositório Digital Institucional da UFPR, onde se encontra hospedada minha dissertação de mestrado, defendida em 20 de março de 2015.


quarta-feira, abril 08, 2015

Charles Proteus Steinmetz

Há exatamente 150 anos nascia Charles Proteus Steinmetz, engenheiro eletricista norte-americano de origem prussiana. Nascido em Breslau (hoje Wroclaw, na Polônia), com o nome de Karl Steinmetz, ele sofria de nanismo e cifose, assim como seu pai e avô. Por causa disso, decidiu não se casar nem ter filhos. Isaac Asimov, em sua "Enciclopédia Biográfica de Ciência e Tecnologia" (1964), comenta que isso talvez tenha sido um erro, especialmente se os descendentes de Steinmetz pudessem herdar alguns dos talentos do pai.

Em 1888, Steinmetz estava completando seu doutorado quando começou a ser investigado pelo governo, em decorrência de suas ligações com um grupo de estudantes socialistas. Por causa deste e de outros fatores, Steinmetz decidiu migrar para os EUA, onde mudou o nome para Charles e acrescentou Proteus como nome do meio, em alusão a um semideus grego com corpo infinitamente mutável. Após algum tempo, foi contratado pela General Electric, onde ficou conhecido como o "mago de Schenectady". Steinmetz passou a vida fumando uns charutos de baixa qualidade, mesmo quando tinhas condições para comprar coisa melhor. Quando alguém reclamava da fumaça, Steinmetz dizia: "sem charutos, sem Steinmetz". E Steinmetz sempre ficava.


Steinmetz foi responsável pelo desenvolvimento da teoria da histerese e pela teoria dos circuitos elétricos de corrente alternada (estado estacionário e transitórios). Coube a ele a introdução de uma quantidade sem a qual a engenharia elétrica seria muitíssimo mais difícil, mas que ainda complica um pouco a vida dos estudantes: o fasor, que possibilita o tratamento dos circuitos de corrente alternada como se fossem circuitos de corrente contínua, mais simples.


O circuito equivalente de Steinmetz para o motor de indução é usado até hoje para fins de ensino e nas etapas básicas do projeto, tanto que Steinmetz foi batizado de "verdadeiro santo padroeiro do negócio de motores elétricos da GE" (Alger; Arnold, 1976). Ao longo de sua vida, Steinmetz acumulou 200 patentes, muitas das quais foram compradas pela GE.


Steinmetz morreu em 1923, de insuficiência cardíaca. Permaneceu socialista até o fim da vida, mesmo tendo concluído que o socialismo jamais poderia funcionar nos EUA.

domingo, novembro 09, 2014

Considere novamente aquele ponto

Em 1990 a sonda espacial Voyager 1, que havia sido lançada 12 anos antes e se encontrava a 6,4 bilhões de quilômetros da Terra, voltou suas lentes para nosso planeta e tirou uma famosa fotografia que ficaria conhecida como "pálido ponto azul". Nessa fotografia, mostrada ao lado, a Terra aparece como um pequeno ponto azul em meio a efeitos de polarização e difração produzidos pela luz solar.

Essa fotografia inspirou Carl Sagan, que estaria fazendo 80 anos hoje,  a escrever seu livro "Pálido Ponto Azul: uma Visão do Futuro da Humanidade no Espaço", publicado em 1994. Dois anos depois, em uma palestra, Sagan comentou um pouco mais sobre a famosa fotografia, cujo texto traduzo aqui livremente do inglês:

“Considere novamente aquele ponto. Ele é aqui. Ele é o lar. Somos nós. Sobre ele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você algum dia ouviu falar, todo ser humano que jamais existiu, viveu sua vida.

O conjunto das nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões confidentes, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e forrageiro, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilizações, cada rei e camponês, cada jovem casal apaixonado, cada mãe e pai, criança esperançosa, inventor e explorador, cada professor de moral, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “líder supremo”, cada santo e pecador na história de nossa espécie viveu aqui – em um grão de poeira suspenso em um raio de Sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, de modo que eles pudessem, em glória e triunfo, tornar-se os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas crueldades sem fim cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes dificilmente discerníveis de algum outro canto. Quão frequentes seus equívocos, quão ansiosos eles são em matar uns aos outros, quão fervorosos seus ódios.

Nossas atitudes, nossa auto-importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no universo, são desafiadas por este ponto de luz pálida. Nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade – em toda essa vastidão – não há indício algum de que a ajuda virá de outro lugar para nos salvar de nós mesmos.

A Terra é o único mundo conhecido, até o momento, a abrigar vida. Não há nenhum outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde nossa espécie possa migrar. Visitar, sim. Colonizar, ainda não. Goste ou não, no momento a Terra é onde estamos estabelecidos. Tem sido dito que a astronomia é uma experiência de humildade e de construção de caráter. Talvez não haja melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que esta distante imagem de nosso mundo minúsculo. Para mim, ele ressalta a nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, preservarmos e valorizarmos esse pálido ponto azul, o único lar que conhecemos.”

sexta-feira, setembro 26, 2014

III Seminário de Eficiência Energética - UTFPR

Entre 1 e 3 de outubro o campus Curitiba da UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - sediará o III Seminário de Eficiência Energética. As inscrições são gratuitas. Mais informações em http://www.seminarioeficienciaenergetica.ct.utfpr.edu.br .