sexta-feira, julho 31, 2009

UTFPR adia reinício das aulas

Acredito que todos os alunos da UTFPR já estejam sabendo, mas, só para desencargo de consciência, a instituição anunciou ontem, 30 de julho, que decidiu adiar o reinício das aulas para o próxino 10 de agosto, em virtude da "pandemia" da gripe H1N1. Mais detalhes em http://www.utfpr.edu.br/materia.php?id=396&tipo=noticias.

segunda-feira, julho 20, 2009

20 de julho de 1969: a Águia pousou!

Diz a lenda que naquele 20 de julho de 1969, aos 96 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, dois discursos diferentes repousavam sobre a mesa de Richard Nixon. Em um deles, o então presidente dos Estados Unidos lamentava a perda de dois ou três bravos norte-americanos e declarava que o sonho da conquista da Lua não iria acabar com a tragédia da Apollo 11. No outro discurso, aquele que foi lido em nosso universo, Nixon parabenizava os astronautas, a Nasa, os norte-americanos e declarava encerrada aquela fase da corrida espacial.

Após uma alunissagem tensa, as primeiras palavras na Lua foram ditas por Buzz Aldrin, em linguagem técnica. Poucos segundos depois, às 20h17, horário de Greenwich, o comandante Neil Armstrong finalmente pronunciou aquela célebre frase que traria tranquilidade ao comando da missão: "Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou". A voz de Armstrong era calma e confiante, não refletindo a tensão decorrente do pouso. De fato, se a alunissagem tivesse demorado mais meio minuto, o presidente Nixon teria sido forçado a escolher o primeiro discurso, pois a Águia pousou com apenas 30 segundos restantes de combustível.

Um dos mitos relacionados à missão Apollo 11 originou-se exatamente por causa da alunissagem. Durante a descida, sob o som de alguns alarmes, Armstrong olhou pela escotilha e viu que o piloto automático estava conduzindo a nave para uma cratera de 400 metros de diâmetro, repleta de rochas. Imaginando que aquele não seria um bom lugar para pousar, Armstrong rapidamente assumiu o controle manual e voou sobre o campo rochoso, procurando um lugar mais apropriado. Surgiu então a lenda de que Armstrong havia evitado o local indicado porque este já estava ocupado... por uma base extraterrestre! Acrescente-se a isso o fato de que Armstrong e Aldrin ficaram quase sete horas dentro do módulo, antes de decidirem sair, e a teoria da conspiração está completa: o que eles ficaram fazendo lá dentro durante tanto tempo? Estariam com medo dos extraterrestres? Estariam tentando se comunicar com eles?

A lenda mais conhecida, é claro, é a de que nada daquilo aconteceu e que as missões Apollo foram produzidas e gravadas em estúdios de cinema. As pessoas que inventam tais teorias da conspiração são do mesmo tipo que dizem que Paul McCartney morreu em 1968, tendo sido substituído por um sósia, ou que dizem que Elvis era um extraterrestre (afinal, de onde mais teria vindo aquela voz descomunal, sem falar no apetite por anfetaminas, que nada mais eram do que complementos alimentares para as células alienígenas?). Seria melhor se esses teóricos da conspiração empregassem melhor a imaginação e direcionassem o ceticismo para alvos minimamente atingíveis.

Todas essas bobagens já foram desmentidas várias vezes. A teoria da farsa das missões Apollo foi desmascarada em alto estilo pelos Mythbusters (episódio 104, temporada de 2008). Evidentemente, nada disso convence os crentes, pois o recurso final deles é sempre alegar que todas as explicações fazem parte da conspiração. A maior prova de que a missão existiu, contudo, não foi apresentada pelos Mythbusters, mas pelos principais interessados no fracasso norte-americano: os russos. Objeção alguma jamais foi levantada por Moscou e o governo soviético apressou-se em desmontar seu programa lunar pouco depois que a superioridade tecnológica norte-americana ficou evidente.

Teorias da conspiração à parte, é uma pena que as missões Apollo tenham sido canceladas antecipadamente (pelo menos do ponto de vista de um menino que cresceu durante a década de 70 e ficou levemente irritado quando um coleguinha insinuou que Armstrong era um músico de jazz). Todos sabemos que a Nasa planeja retornar à Lua, mas isso demandaria o investimento de centenas de bilhões de dólares, os quais dificilmente serão gerados pela combalida economia norte-americana atual. Naturalmente, tais recursos se tornarão abundantes caso a auto-estima norte-americana venha a se encontrar ameaçada, como certamente ocorrerá caso outro país decida colonizar nosso satélite. Assim, o destino da exploração pacífica tripulada, seja da Lua, seja do restante do Sistema Solar, parece estar nas mãos da China. Afinal, nada cutucará mais a moral norte-americana do que mais uma ameaça de uma bandeira vermelha plantada no Mar da Tranquilidade.

quarta-feira, julho 08, 2009

Meu Twitter

Da mesma forma que muita gente hoje em dia, também estou no Twitter. Para quem quiser me seguir (ou me evitar, conforme o caso), meu endereço é http://twitter.com/alvaro_augusto .

sexta-feira, junho 05, 2009

Arquivo da palestra "Teoria dos Jogos"

O arquivo PDF da palestra de ontem, 4 de junho, sobre "Teoria dos Jogos", pode ser baixado em http://www.lunabay.com.br/alvaro/teoria_dos_jogos_maio_2009.pdf (3 MB).

Uma pequena correção sobre algo que eu disse ontem: o nome daquele norte-coreano belicoso é Kim Jong-il e não Kim Jong II. Além disso, o cargo dele é "chefe da comissão nacional de defesa", e não presidente.

quinta-feira, maio 28, 2009

Palestra sobre Teoria dos Jogos na UTFPR

No próximo dia 04 de junho irei apresentar a palestra "Teoria dos Jogos - de John von Neumann e John Nash aos dias de hoje". Será das 19h30 às 21h00, no miniauditório do campus Curitiba da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165, Curitiba, PR). Esse evento faz parte do programa de palestras do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica (DAELT). A entrada é gratuita.

A Teoria dos Jogos é um ramo da matemática aplicada que usa modelos para estudar as interações entre agentes (jogadores) atuando em estruturas formais de incentivo (jogos) e tem a ver com as decisões racionais tomadas por pessoas ou grupos de pessoas em situações de conflito. As aplicações são variadas, desde relações econômicas, relações internacionais e relações interpessoais até estratégias militares, planejamento da operação de sistemas e comportamento animal.

O programa da palestra, que será apresentada em nível bem pouco matemático, é:

  1. Jogos de soma zero e não zero.
  2. Dilema do prisioneiro.
  3. Equilíbrio de Nash.
  4. Surgimento da cooperação.
  5. A tragédia dos comuns.
  6. O dilema do lobo.