domingo, janeiro 17, 2016

Benjamin Franklin

Há 310 anos nascia Benjamin Franklin, um dos Pais Fundadores dos EUA, reconhecido autor, editor, cientista, inventor, ativista civil, estadista e diplomata. Dentre suas invenções estão o para-raios, os óculos bifocais, o catéter urinário e o forno de Franklin. Dentre suas inovações estão o Horário de Verão, concebido à época para se economizar velas (curiosamente, seu pai era comerciante de velas e cera, e provavelmente, não estava interessado nesse tipo de economia).

Franklin fundou, junto com outros maçons, a primeira biblioteca pública da Filadélfia, a qual se expandiu para outras cidades e estados norte-americanos, auxiliando o processo de independência norte-americana. Franklin fundou também a Universidade da Pensilvânia e a Sociedade Filosófica Americana. 

Na área da eletricidade, Franklin foi o primeiro cientista a usar os termos “positiva” e “negativa” para se referir às cargas elétricas e o primeiro a descobrir o princípio da conservação das cargas elétricas. Um experimento proposto por Franklin, e bastante conhecido, é aquele em que ele teria usado uma pipa e uma chave metálica para provar que os raios de tempestade eram eletricidade. É possível que Franklin tenha de fato realizado este perigoso experimento, mas, em seus escritos, ele indica que estava isolado da terra e a par dos perigos de eletrocussão. 

Benjamin Franklin faleceu quase 40 anos depois de seus experimentos com eletricidade, e depois de vários anos servindo como diplomata na Inglaterra e estabelecendo relações entre os EUA e vários países europeus. Aproximadamente 20 mil pessoas estiveram presentes em seu funeral.

sábado, janeiro 02, 2016

Isaac Asimov

Pouco antes de entrar no segundo grau (hoje "ensino médio") eu estava muito interessado em robôs. O problema é que não existia literatura sobre isso no Brasil da época e os livros importados eram absurdamente caros e difíceis de encontrar. Então, achei um livro chamado "Eu Robô", de Isaac Asimov, em uma daquelas estantes giratórias de supermercado. Li o livro inteiro, mas não encontrei indicação alguma de como construir um robô. Por outro lado, tornei-me fã de Asimov, escritor americano nascido em 2 de janeiro de 1920. 

Asimov foi um autor muito prolífico, tendo escrito mais de 500 livros em 9 das 10 principais categorias da Classificação Decimal de Dewey. No campo da ficção científica Asimov seria atualmente considerado um autor bastante sexista: seus personagens eram geralmente homens (além de não muito bem construídos) e as poucas mulheres eram frias e pareciam não ter alma, como a "robopsicóloga" Susan Calvin. Contudo, no campo da divulgação científica, Asimov foi o rei: foram mais de 270 livros sobre matemática, astronomia, química, biologia, física, história e até mesmo em áreas não científicas como religião e Shakespeare. 

Asimov tinha um doutorado em bioquímica pela Universidade de Columbia e, ao longo de sua vida, recebeu mais de 12 prêmios literários e 14 doutorados honorários de diversas universidades. Desnecessário dizer, mas todos esses prêmios e doutorados foram mais do que merecidos, ao contrário do que acontece de vez em quando.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Esperanças para 2016

Então, eis que se aproxima mais uma transição entre dois estados temporais definidos arbitrariamente pelo Ocidente.

Que as pessoas continuem praticando esses rituais criados de maneira igualmente arbitrária, que fazem a felicidade dos plantadores de lentilhas e romãs, sem falar nos produtores de carne de porco e nos fabricantes de fogos e espumantes.

Que as pessoas continuem pulando as ondas de um mar que já estava aqui bilhões de anos antes de nós e que vai continuar aqui bilhões de anos depois de nós.

Que o governo se dê conta de que mais saúde não é só mais médicos e de que mais educação não é só mais professores.

Que a música popular brasileira e o rock brasileiro renasçam de algum canto e empurrem para longe essa coisa de duas ou três estrofes repetitivas que alguns chamam de funk e essa música de pegação que alguns chamam de sertanejo universitário.

Que o governo se dê conta de que o Brasil precisa de mais mercado e menos estado, pois a receita inversa não deu certo em lugar algum.

E, finalmente, que nossas bactérias continuem unidas em 2016, formando esses macroagregados que produzem esse comportamento emergente, caracterizado por essa peculiar oscilação eletromagnética que considera a si mesma como o centro de tudo e o auge da evolução da vida no Universo!


segunda-feira, dezembro 28, 2015

John Von Neumann


Há 112 anos nascia John Von Neumann, matemático, físico e inventor húngaro, radicado nos Estados Unidos em 1938, pouco antes da anexação da Hungria pelos nazistas. Ele fez grandes contribuições em um grande número de campos, como matemática (análise funcional, topologia e teoria dos números), física (mecânica quântica, hidrodinâmica e mecânica dos fluidos), teoria dos jogos, computação (programação linear, máquinas auto replicantes, computação estocástica) e estatística. Ele foi também um dos membros do Projeto Manhattan, um dos primeiros membros do então recém-fundado Instituto de Estudos Avançados de Princeton e uma figura chave no desenvolvimento dos computadores digitais. Von Neumann era muito sociável, gostava de oferecer grandes festas e estava sempre muito bem trajado, mesmo quando, certa vez, teve de atravessar o Grande Canyon em uma mula e insistiu em usar um terno de três peças. Infelizmente, Von Neumann morreu muito jovem, aos 53 anos, vitimado provavelmente por um câncer de pâncreas. Especula-se que a doença tenha sido causada pela radiação emitida por dois testes nucleares realizados em 1946, após a segunda guerra, conhecidos como “Operation Crossroads”.

quarta-feira, abril 08, 2015

Charles Proteus Steinmetz

Há exatamente 150 anos nascia Charles Proteus Steinmetz, engenheiro eletricista norte-americano de origem prussiana. Nascido em Breslau (hoje Wroclaw, na Polônia), com o nome de Karl Steinmetz, ele sofria de nanismo e cifose, assim como seu pai e avô. Por causa disso, decidiu não se casar nem ter filhos. Isaac Asimov, em sua "Enciclopédia Biográfica de Ciência e Tecnologia" (1964), comenta que isso talvez tenha sido um erro, especialmente se os descendentes de Steinmetz pudessem herdar alguns dos talentos do pai.

Em 1888, Steinmetz estava completando seu doutorado quando começou a ser investigado pelo governo, em decorrência de suas ligações com um grupo de estudantes socialistas. Por causa deste e de outros fatores, Steinmetz decidiu migrar para os EUA, onde mudou o nome para Charles e acrescentou Proteus como nome do meio, em alusão a um semideus grego com corpo infinitamente mutável. Após algum tempo, foi contratado pela General Electric, onde ficou conhecido como o "mago de Schenectady". Steinmetz passou a vida fumando uns charutos de baixa qualidade, mesmo quando tinhas condições para comprar coisa melhor. Quando alguém reclamava da fumaça, Steinmetz dizia: "sem charutos, sem Steinmetz". E Steinmetz sempre ficava.


Steinmetz foi responsável pelo desenvolvimento da teoria da histerese e pela teoria dos circuitos elétricos de corrente alternada (estado estacionário e transitórios). Coube a ele a introdução de uma quantidade sem a qual a engenharia elétrica seria muitíssimo mais difícil, mas que ainda complica um pouco a vida dos estudantes: o fasor, que possibilita o tratamento dos circuitos de corrente alternada como se fossem circuitos de corrente contínua, mais simples.


O circuito equivalente de Steinmetz para o motor de indução é usado até hoje para fins de ensino e nas etapas básicas do projeto, tanto que Steinmetz foi batizado de "verdadeiro santo padroeiro do negócio de motores elétricos da GE" (Alger; Arnold, 1976). Ao longo de sua vida, Steinmetz acumulou 200 patentes, muitas das quais foram compradas pela GE.


Steinmetz morreu em 1923, de insuficiência cardíaca. Permaneceu socialista até o fim da vida, mesmo tendo concluído que o socialismo jamais poderia funcionar nos EUA.