quarta-feira, maio 01, 2013

Palestra: "Einstein e a relatividade geral"

Local: Miniauditório da UTFPR, Av. Sete de Setembro, 3165, Curitiba, PR.

Dia e horário: 06/05/2013, 19h30 às 21h.

Entrada gratuita e aberta à comunidade.

Válida como Atividade Complementar para alunos da UTFPR.

Palestrante: Prof. Alvaro Augusto W. de Almeida (UTFPR/DAELT).

Programa:
- Os princípios e resultados da relatividade especial.
- O princípio da equivalência.
- Relatividade geral: uma nova teoria da gravitação.
- Comprovações experimentais: de Eddington aos dias de hoje.
- Buracos negros, energia escura, matéria escura.

sexta-feira, março 15, 2013

Papa novo, ideias velhas

O papa muda, mas suas ideias continuam as mesmas: contra o uso de anticoncepcionais, contra o aborto (mesmo que em caso de estupro), homofóbico. Daqui a 50 anos ou menos, quando a humanidade estiver enfrentando um colapso ambiental global, talvez a ICAR e outras religiões judaico-cristãs finalmente se deem conta de que estavam defendendo apenas a reprodução, quando deveriam ter defendido a vida. Mas daí será tarde demais.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Muletas e manias linguísticas

Muletas linguísticas são locuções, frequentemente vazias, usadas para ligar diferentes partes de um texto. Na linguagem falada elas podem servir como apoio enquanto se pensa um pouco melhor na frase que se seguirá. Na linguagem escrita, só ocupam espaço, mas seu uso pode se tornar irresistível quando um jornalista, por exemplo, precisa de mais algumas palavras para fechar a matéria. Exemplos são expressões como "a nível de", "de repente", "na verdade", ""por conta de" e muitas outras.

Uma muleta que tenho observado não é uma locução claramente definida, mas um jeito de falar. Por exemplo, em vez de dizerem "esse menino é bom em matemática", as pessoas dizem "esse menino, ele é bom em matemática". A muleta nesse caso é a vírgula seguida de "ele é". Tenho observado esse jeito de falar em novelas e filmes, dublados ou não, e também em entrevistas e outros tipos de produções televisivas. Mesmo pessoas graduadas e pós-graduadas, elas estão adotando esse jeito de falar. Pode verificar.

Outra muleta relacionada à muleta acima é mais estranha ainda. É a muleta do "eu sou uma pessoa que". Por exemplo, esses dias eu assistia uma entrevista com uma dessas atrizes de novela e ela queria dizer algo como "certa vez eu fiz um exame psicológico" ou, mais simplesmente, "certa vez fiz um exame psicológico". No entanto, o que ela disse foi "eu sou uma pessoa que uma vez fiz um exame psicológico". Muito estranho! Doi mais nos ouvidos do que o famigerado "a nível de", mas essa mania está se alastrando. Por que será? Eu sou uma pessoa que não sabe a resposta.

Uma mania linguística que tenho observado não é propriamente uma muleta, pois não serve para dar mais tempo para as pessoas pensarem. Apenas se tornou mania. É a expressão "há tantos anos atrás". Pode anotar aí: cada vez que alguém, falando na televisão, no rádio, na internet, etc., começar uma locução com "há tantos anos", ela quase certamente a encerrará com "atrás". Mas, se você usa o verbo haver dessa forma, já fica implícita a ideia de que a ação se deu no passado, não é? E, se você acaba a frase, ou um segmento dela, com "atrás", por que usar o verbo haver? Basta dizer "estive em Roma há cinco anos", ou "cinco anos atrás estive em Roma". Os professores de língua portuguesa começaram a insistir nisso desde que o português se tornou língua oficial de Portugal, há mais de 700 anos atrás!

A pior mania que conheço, e que tem se alastrado cada vez mais pelo português falado, não é um desperdício de palavras, mas um verdadeiro assassinato. Trata-se da tortura e morte do infinitivo do verbo vir. O infinitivo, como sabemos, é o nome do verbo. Exemplo: o infinitivo do verbo escrever é escrever. O problema com o verbo vir é ter o infinitivo muito parecido com "vim". Enquanto está correto dizer "eu vim aqui falar com você", está totalmente errado dizer "pergunte se ele pode vim aqui". Ainda assim, o infinitivo do verbo vir está sendo lentamente removido da linguagem falada e talvez no futuro venha a ter sua morte solenemente declarada. Espero que não. Afinal, já me peguei usando as outras muletas e manias que comentei aqui, além de muitas outras, embora me policie, mas seria horrível ter de perguntar a um aluno algo como "você pode vim fazer a prova hoje?!". 

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Ano Novo

Eis que se aproxima mais uma transição entre dois estados arbitrariamente definidos pela humanidade. Os judeus já comemoraram, os chineses ainda comemorarão, mas, para grande parte dos ocidentais, será hoje. Que nossas moléculas continuem unidas em 2013, formando esses macroagregados que produzem esse comportamento emergente caracterizado por essa peculiar agitação eletromagnética que tende a considerar a si mesma o auge da evolução da vida no Universo. Que o governo se dê conta de que investir em educação é muito melhor do que investir em justiça e presídios, que desista dessa infeliz ideia de se tornar sócio majoritário de todos os brasileiros e que todos nós possamos, algum dia, comprovar na prática a realidade da utilidade marginal decrescente!

domingo, dezembro 30, 2012

Minhas palestras no YouTube

Finalmente, depois de mais tempo do que seria razoável, consegui editar duas de minhas palestras e publicá-las no YouTube:
  1. "A Ciência de Jornada nas Estrelas": http://www.youtube.com/watch?v=0Y33oKMWIts
  2. "Catástrofes e Profecias do Fim do Mundo": http://www.youtube.com/watch?v=UfclEXAGz8E
Agradeço a todos que ajudaram a organizar todas as palestras até aqui e aproveito para divulgar o calendário provável de palestras futuras:
  1. "Einstein e a Relatividade Geral": abril de 2013.
  2. "Einstein e a Mecânica Quântica": julho de 2013.
  3. "Feynman e a Eletrodinâmica Quântica": novembro de 2013.
  4. "Ciência e pseudociência".
  5. "Caos e complexidade".