“Crônicas e outras bobagens”, de Belmiro Wolski
Belmiro Wolski é Engenheiro Eletricista, formado pelo CEFET-PR (atual UTFPR) em 1983 e professor dessa mesma instituição desde 1980. Ele também é Licenciado em Pedagogia, Especialista em Acionamentos Industriais, Auditor da Qualidade e, como ele nunca se esquece de mencionar, Técnico em Eletrotécnica. Mesmo já sendo autor de quatro livros técnicos nas áreas de Eletricidade, Eletromagnetismo e Medidas Elétricas, nenhuma dessas credenciais provavelmente poderiam antecipar o livro que ele agora nos apresenta: uma coletânea de 80 crônicas sobre vários assuntos, muitas delas com menos de duas páginas.
Os assuntos prediletos e a vivência do Belmiro são fartamente abordados nessas crônicas: a vida no campo, a vida de professor, a vida de pai, a implicância, nem sempre rigorosamente justificada, com palavras da língua portuguesa, o gosto por essa difícil disciplina que é a Física. Algumas crônicas são claramente autobiográficas, outras totalmente ficcionais. Algumas descrevem as peripécias de insetos, aracnídeos, galináceos e outros bichos, enquanto outras falam sobre pessoas ou se passam em universos paralelos. Algumas histórias acabam suavemente, enquanto outras são rapidamente definidas na frase final. A maior parte das crônicas pode ser rapidamente entendida por qualquer leitor, mas as crônicas sobre física exigirão do leitor médio um pouco mais de atenção e, talvez, alguma consulta ao Google.
Não sou um grande leitor de crônicas, por mera falta de hábito, e provavelmente não estou totalmente qualificado a analisá-las (ainda mais quando o autor é um amigo!). Mesmo assim, arrisco que uma grande marca do livro é a capacidade do autor de escrever uma história completa em um espaço no qual a maioria das pessoas só conseguiria escrever uma introdução ao assunto. Outra marca é aquilo que poderíamos denominar "ironia wolskiana". De fato, quem conhece o Belmiro talvez pare a cada meia dúzia de páginas e diga: "Êta, esse é mesmo o Belmiro!". Quem não o conhece, vale a oportunidade.
Os assuntos prediletos e a vivência do Belmiro são fartamente abordados nessas crônicas: a vida no campo, a vida de professor, a vida de pai, a implicância, nem sempre rigorosamente justificada, com palavras da língua portuguesa, o gosto por essa difícil disciplina que é a Física. Algumas crônicas são claramente autobiográficas, outras totalmente ficcionais. Algumas descrevem as peripécias de insetos, aracnídeos, galináceos e outros bichos, enquanto outras falam sobre pessoas ou se passam em universos paralelos. Algumas histórias acabam suavemente, enquanto outras são rapidamente definidas na frase final. A maior parte das crônicas pode ser rapidamente entendida por qualquer leitor, mas as crônicas sobre física exigirão do leitor médio um pouco mais de atenção e, talvez, alguma consulta ao Google.
Não sou um grande leitor de crônicas, por mera falta de hábito, e provavelmente não estou totalmente qualificado a analisá-las (ainda mais quando o autor é um amigo!). Mesmo assim, arrisco que uma grande marca do livro é a capacidade do autor de escrever uma história completa em um espaço no qual a maioria das pessoas só conseguiria escrever uma introdução ao assunto. Outra marca é aquilo que poderíamos denominar "ironia wolskiana". De fato, quem conhece o Belmiro talvez pare a cada meia dúzia de páginas e diga: "Êta, esse é mesmo o Belmiro!". Quem não o conhece, vale a oportunidade.



